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Saúde

Perguntas que você sempre quis fazer sobre vacinas

Vacina dá autismo? Pode tomar com febre? Encontre respostas para as perguntas mais populares sobre vacinas

Publicado em 24 de fevereiro de 2026

Por Carina Bacelar

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Ilustração mostra pessoas sendo vacinadas

O programa de imunizações brasileiro é considerado exemplar em todo o mundo e, em 2023, completa meio século. Ao longo do ano, ele disponibiliza vinte vacinas gratuitas para crianças, adolescentes, idosos, gestantes e indígenas. Mas, mesmo sendo uma referência mundial, a verdade é que muitos brasileiros ainda têm perguntas e dúvidas sobre as vacinas aplicadas hoje. As notícias falas espalhadas pela web não ajudam. Neste post, você vai encontrar respostas para os receios mais populares que algumas pessoas ainda têm sobre vacinas.

É verdade que vacina causa autismo?

Não há relação causal alguma entre vacina e autismo. O boato tem origem na publicação, em uma revista médica, de uma pesquisa da década de 1990 que relacionava a vacina contra sarampo, caxumba e rubéola com o desenvolvimento do Transtorno do Espectro Autista. A “revelação” fortaleceu grupos antivacina, mas a pesquisa foi logo classificada como fraudulenta. Entre outras irregularidades, descobriu-se que o autor do estudo, um médico britânico, havia recebido dinheiro dos advogados que processavam a fabricante da vacina tríplice. Ele teve o diploma cassado. Depois, novos estudos foram realizados e, um após o outro, todos concluíram que não há relação entre vacina e autismo.

Se estiver com febre, posso tomar vacina?

Melhor não. Essa não é uma contraindicação absoluta, e sim uma precaução que vale para qualquer vacina. Um dos motivos é não confundir o sintoma com uma reação à vacina. O outro é, justamente, não sobrepor uma possível reação à vacina com a febre existente, o que pode aumentar o desconforto e atrapalhar a interpretação do quadro clínico. Para tomar a vacina, conte ao menos 24 horas sem febre.

Vacinas podem causar reações graves?

Sim, mas elas são consideradas raras. O motivo é que há muitas etapas de estudo antes que um imunizante seja considerado pronto para ser aplicado. As reações graves costumam afetar pacientes com algum comprometimento da resposta imunológica. Outro ponto importante é que os eventos adversos graves da vacina são mínimos diante dos benefícios que elas proporcionam. Entre ter a doença e tomar a vacina, o melhor é a vacina.

Qual é o momento ideal para tomar a vacina contra a gripe?

As infecções causadas pelos vírus influenza circulam principalmente no inverno, por isso, o ideal é tomar a vacina no outono – não à toa, a campanha nacional de vacinação tem início entre março e abril. A vacina demora cerca de dez dias para atingir seu nível de eficácia. Os vírus influenza sofrem mutações constantes, por isso o imunizante é reformulado a cada ano. Quem toma a vacina pode contrair a doença, mas está protegido das suas formas graves.

Fontes: Marta Heloisa Lopes, professora da Faculdade de Medicina da USP e responsável pelo Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais do Hospital das Clínicas da USP; e Heloísa Giamberardino, coordenadora do centro de vacinas Pequeno Príncipe.

Essa reportagem foi publicada originalmente no livro “Como não ficar doente”, da Coleção Sorria. Ilustrações: Pevê Azevedo.

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