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Alimentação

10 dicas simples para comer com mais saúde

Saiba como priorizar alimentos in natura, reduzir ultraprocessados e planejar refeições para uma alimentação mais saudável.

Publicado em 24 de fevereiro de 2026

Por Carina Bacelar

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Vista superior de várias marmitas organizadas em potes plásticos transparentes sobre uma mesa de madeira. Cada recipiente contém combinações de alimentos saudáveis, como arroz, feijão, frango grelhado, camarão com limão, macarrão com abacate, ovos cozidos, saladas com tomate e queijo, legumes variados e grãos.

Adotar uma alimentação mais natural e menos industrializada é uma das melhores estratégias para prevenir doenças e promover qualidade de vida. Evidências científicas robustas, como uma revisão publicada na revista British Medical Journal em 2019, mostram que o alto consumo de alimentos ultraprocessados está associado a maior risco de doenças cardiovasculares, diabetes e mortalidade por todas as causas.

Por isso, priorizar alimentos in natura e minimamente processados — como frutas, verduras, legumes, feijão, arroz, carnes, leite e ovos — e reduzir produtos formulados pela indústria não é apenas uma escolha de estilo de vida, mas uma decisão com impacto direto na saúde a longo prazo.

Veja aqui como incluir esse estilo mais equilibrado na sua rotina:

Direto da natureza

Verifique as suas escolhas alimentares e, se preciso, inclua mais frutas, verduras e legumes, sejam crus, sejam preparados em casa com gordura, sal e açúcar controlados. Carnes, leite e ovos — ou seja, tudo como veio da natureza — também são do grupo alimentar in natura, que deve ser a base da alimentação saudável.

Feijão e macarrão

Cereais, como o arroz, e grãos secos, como o feijão, além de macarrão e farinhas, são alimentos do grupo dos minimamente processados, ou seja, que não receberam aditivos químicos da indústria e, por isso, são mais saudáveis. O espinafre congelado e o tomate pelado em lata também valem. Coloque-os no menu do dia!

Abra menos pacotes

Ultraprocessados é o nome do grupo alimentar que se deve evitar. Nele estão os biscoitos, sucos adoçados, refrigerantes, lasanha congelada, bacon e embutidos. Tudo o que é formulado na indústria — com excesso de sal, açúcar e gordura, além de aditivos químicos — deve entrar na categoria “de vez em quando”.

Beba água

Um indivíduo saudável deve beber cerca de 2 litros de água por dia, segundo a Organização Mundial da Saúde. Observe a sua sede; aproveite frutas, legumes e verduras para completar a hidratação no dia a dia e, mais importante, não substitua a água por refrigerantes e sucos adoçados, pois essa não é uma escolha saudável.

Sal na medida

A ingestão máxima de sal recomendada pela Organização Mundial da Saúde é de 5 g por dia. Sabe aquele sachê de mesa de restaurante? Tem de 0,8 a 1 grama. O excesso de sal aumenta o risco de doenças cardíacas e acidentes vasculares cerebrais. Já o açúcar em excesso está relacionado com doenças crônicas como obesidade e diabetes.

Planeje as refeições

Já notou que, quando a semana é corrida, a alimentação fica em segundo plano? Ótima desculpa para recorrer aos ultraprocessados, considerados mais práticos, porém pouco saudáveis. Uma boa saída é planejar o cardápio da semana. Separe uma parte do fim de semana para fazer as compras e preparar os pratos mais elaborados.

Para evitar os ultraprocessados, use o congelador! Prepare pratos com antecedência, porcione e congele. Validade: por volta de três meses.

Prato equilibrado

Começar a refeição pela salada é um jeito de garantir a ingestão de hortaliças do dia e de obter mais saciedade, principalmente para quem está em dieta de restrição calórica. Não tem tempo para se servir em duas etapas? Monte o prato assim: metade com legumes e verduras, ¼ com cereais (arroz), ⅛ com carnes e ovos e ⅛ com feijões.

Tome café da manhã

Segundo o Centro Infantil da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, quem toma café da manhã garante maior ingestão de fibras, cálcio, vitaminas A e C, zinco e ferro do que aqueles que pulam a refeição. Idealmente, o café da manhã deve conter uma fonte de carboidrato, uma fonte de proteína e uma fruta.

Varie os alimentos

O corpo humano precisa de muitos nutrientes para se manter saudável. Como garantir essa diversidade? Tente deixar o prato sempre colorido e mantenha-se longe da monotonia alimentar, que pode levar a alergias e intolerâncias. Varie as carnes, os cereais (arroz, farofa), os grãos (feijão, lentilha), os legumes e as verduras.

A comida não é vilã

Em um mundo que condena os corpos “fora do padrão”, alimentar-se pode ser fonte de estresse. Que tal ficar de bem com a comida e comer sem gula, mas com prazer? Fazer as refeições em boa companhia, sentado à mesa, longe de aparelhos eletrônicos e com atenção aos sabores e texturas também é uma boa dica de alimentação saudável.

Essa reportagem foi publicada originalmente no livro “Como não ficar doente”, da Coleção Sorria 

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