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Saúde

Zonas Azuis: conheça os segredos dos lugares onde se vive muito

Um levantamento da Universidade Harvard investigou as regiões do mundo em que os habitantes são mais longevos

Publicado em 2 de julho de 2026

Por Carina Bacelar

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Ilustração mostra atividades realizadas em "zonas azuis"

Já ouviu falar em “Zonas Azuis”? Um levantamento da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, chamado Blue Zones investigou as regiões do mundo em que os habitantes são mais longevos. Aqui, a gente mostra alguns desses lugares onde as expectativas de vida média da população chegam a mais de 90 anos – e o que eles têm de tão especial.

Loma Linda (EUA)

Expectativa de vida: 89 anos

Nessa cidade, localizada a 100 quilômetros de Los Angeles, boa parte dos habitantes tem uma dieta à base de vegetais, com exercício físico e descanso regular. Além disso, cerca de 50% dos moradores cultivam o hábito de promover ações sociais, como doações, comportamento comprovado pela ciência como benéfico à saúde.

Nicoya (Costa Rica)

Expectativa de vida: 90 anos

A península é a única “zona azul” da América Latina. Um dos motivos apontados pelo estudo é que os nicoyenses costumam ter um propósito, como trabalhar na terra e garantir o bem-estar dos familiares. A dieta com alimentos sem conservantes ajuda, e muito. Recentemente, porém, a ilha se abriu a fast foods, o que pode reduzir a longevidade em duas gerações.

Ilha Icária (Grécia)

Expectativa de vida: 90 anos

Em Icária, um terço dos habitantes tem mais de 90 anos. A base da alimentação é a dieta mediterrânea, como a da Sardenha. As escolhas saudáveis não param aí. Para adoçar, por exemplo, os habitantes da ilha preferem usar o mel produzido ali, sem aditivos químicos nem pasteurização.

Okinawa (Japão)

Expectativa de vida: 87 anos

Os habitantes desse arquipélago ao sul do Japão vivem dois anos a mais que a média do país. A alimentação, rica em peixes, legumes e verduras, ajuda, mas o segredo parece ser a valorização das relações familiares e de uma rotina ativa. Ao longo da vida, os okinawanos têm o costume de participar de “moais”, grupos com interesses comuns.

Sardenha (Itália)

Expectativa de vida: 89 anos

Nessa montanhosa ilha italiana, as ruas inclinadas fazem as caminhadas rotineiras de sua população se tornarem um ótimo exercício físico, que contribui para fortalecer os músculos, protegendo os ossos. A rotina ativa ganha uma ajuda também da alimentação mediterrânea, à base de peixes, vegetais e gorduras saudáveis.

As mudanças que vêm com a idade

A busca pela longevidade é um dos mais importantes estímulos da ciência e inspira debates desde a Antiguidade. Mas o significado da idade vem mudando – e trazendo novos desafios. Séculos atrás, era raro que as pessoas chegassem aos 50 anos. Mas, desde a revolução médica causada pela invenção dos anti-inflamatórios (em 1897) e dos antibióticos (em 1928), uma vida longeva é cada vez mais comum. Até 2030, haverá 1 milhão de centenários no mundo, segundo estimativa da ONU.

Mais do que viver bastante, hoje sabemos que o que importa é viver bem. Com uma população mais velha, cria-se a demanda de que essas pessoas sejam também incluídas na sociedade. Importantes iniciativas nesse sentido estão em curso, como a de Singapura, que há quinze anos vem adaptando áreas urbanas aos idosos, aplainando as calçadas e construindo parques e espaços de lazer.

Conteúdo publicado originalmente no livro “Como Chegar aos 100 Anos”, da Coleção Sorria.

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