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Muitas pessoas pensam que uma vida financeira saudável depende de fatores externos, como um alto salário ou vários investimentos. Mas o entendimento mais valioso não se encontra em qualquer lugar fora, e sim dentro de nós. O equilíbrio está mais ligado ao modo como lidamos com o dinheiro do que com quanto ganhamos, pode acreditar! Ter autoconhecimento é fundamental para criar uma relação harmoniosa e inteligente com as finanças: quando há clareza de quem você é, quais são seus valores, objetivos e necessidades, fica mais fácil se organizar para alcançar metas sem cair em armadilhas que podem levar a gastos impulsivos e más escolhas. No processo de se conhecer melhor e descobrir aquilo que realmente importa na vida, você aprende que o dinheiro, em vez de ser uma fonte de ansiedade e descontrole, pode se tornar uma ferramenta incrível para realizar sonhos e viver com bem-estar.
Diz o ditado popular que dinheiro não traz felicidade, mas quem já enfrentou a falta dele sabe como isso pode mexer com o equilíbrio emocional. Saúde financeira é o resultado de como alguém gerencia suas finanças. Não se trata de ser rico, mas de manter uma relação harmoniosa com o dinheiro, podendo pagar as contas em dia e enfrentar imprevistos sem se desesperar. Ter as finanças em ordem traz estabilidade e tranquilidade para viver a vida
com leveza, e fazer planos. Por outro lado, dificuldades para pagar os boletos podem gerar
preocupação constante, estresse, angústia, sentimento de culpa, vergonha, raiva e desânimo.
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Descubra o que fazerMuita gente acaba se isolando para evitar mais gastos – ou para não tocar no assunto.
Quando essas emoções se agravam, há o risco de transtornos mentais serem desencadeados, como ansiedade, depressão e síndrome do pânico. O inverso também é verdadeiro: pessoas com a saúde mental fragilizada correm maior risco de se endividar, pois tendem a usar o consumo como compensação para as emoções difíceis. Já pensou nisso?







Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), “saúde é um estado de completo bem-estar
físico, mental e social, e não só a ausência de doença”. Ou seja, trata-se de se sentir bem
no corpo, na mente, nos relacionamentos e em outras áreas da vida, como as finanças.



A pesquisa O impacto das finanças na saúde mental do brasileiro, da Serasa, mostra que não ter controle sobre o seu dinheiro pode atrapalhar, e muito, os relacionamentos. Veja números do levantamento.
se isolam socialmente em meio a turbulências financeiras
evitam manter conversas sobre dinheiro
sentem-se mal por pedir dinheiro emprestado a conhecidos
dizem que cuidar da saúde mental ajudaria em suas finanças
Brasil é o país da América Latina com mais casos de depressão e o mais ansioso do planeta, segundo dados da OMS. Uma das explicações para essa situação é a instabilidade econômica, que prejudica a segurança financeira das pessoas. E não é só aqui: uma pesquisa realizada pela Associação Americana de Psicologia (EUA) mostrou que o dinheiro é a principal fonte de estresse para a maioria dos entrevistados. Viver sob tensão constante mantém ativa a produção dos hormônios cortisol e adrenalina, o que tem efeitos maléficos sobre os sistemas nervoso, cardiovascular, imunológico e digestivo, além de desregular o metabolismo e facilitar o ganho de peso. A cabeça cheia de preocupações também atrapalha o sono, piora o humor, diminui a produtividade no trabalho e pode abrir caminho para o uso excessivo de bebida alcoólica, remédios e drogas ilícitas.
Comece aceitando que as coisas saíram do controle. Trate-se com gentileza, faça o que precisa ser feito para voltar à estabilidade e evite julgar-se demais por erros e deslizes.
Fazer pausas no expediente de trabalho, tomar café da manhã com calma ou ligar para uma pessoa querida no fim do dia não custa nada e deixa o dia a dia mais leve.
Conversar com um especialista pode trazer uma luz sobre como identificar gastos que podem ser reduzidos ou cortados, negociar dívidas e criar um orçamento realista.
Muito da dificuldade que temos para lidar com nossas finanças tem a ver com o tabu que há em torno do assunto. Não somos estimulados desde cedo a conversar sobre dinheiro e, para complicar, aprendemos a associá-lo a algo sujo, desonesto ou motivador de conflitos.
Experiências passadas de escassez ou brigas por bens materiais, por exemplo, também contribuem para que esse seja um tema evitado. Sobretudo para as mulheres, que culturalmente não foram encorajadas a tomar decisões sobre o próprio bolso, falar sobre dinheiro pode ser desafiador.
Esse bloqueio dificulta a administração das próprias finanças e cria uma relação disfuncional com o dinheiro. Perder a vergonha M ou o receio de ter essa conversa com amigos, o parceiro ou a parceira e até com as crianças é a chave para desconstruir crenças negativas e conseguir estabelecer um vínculo saudável com o dinheiro.
“Quando perceber que não está dando conta da vida financeira, converse com alguém de confiança e busque ajuda para resolver a situação”, aconselha o professor de finanças Ahmed Sameer El Khatib, coordenador da clínica de educação financeira da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Divergências financeiras estão entre os principais motivos que levam à separação dos casais. Dívidas, gastos desnecessários e falta de planejamento, entre outros fatores, podem bagunçar qualquer casamento, mesmo que a renda dos dois seja razoável. Para não chegar ao extremo, a saída é, mais uma vez, conversar sobre dinheiro. “Cada casal deve, junto, definir suas prioridades e decidir como conduzir as contas”, sugere a psicóloga e economista Maria Helena Manso. Pare para refletir:
Em um cenário de endividamento crescente, muitas pessoas se iludem com a ideia de enriquecer da noite para o dia e resolver as pendências financeiras. Isso explica a febre dos jogos de aposta on-line.
Não há nada de errado em jogar por diversão. O problema é quando o entretenimento torna-se um vício, comprometendo a saúde psicológica, os relacionamentos e o orçamento.
Arcar com as próprias despesas e ainda guardar dinheiro para realizar sonhos faz muito bem à autoestima. Isso significa que somos capazes de bancar nossas escolhas sem o pitaco de ninguém.
“Assumir as rédeas das finanças é especialmente importante para as mulheres. Muitos casos de violência doméstica, por exemplo, são perpetuados porque a mulher se mantém em um relacionamento abusivo por não ter como se sustentar por conta própria”, explica a psicóloga e economista Maria Helena Manso. Se você está nessa situação (ou conhece alguém que esteja e quer ajudar), saiba que é possível virar o jogo. A ONG Cruzando Histórias (cruzandohistorias.org) dá apoio a quem está procurando se recolocar no mercado de trabalho. Já a Rede Mulher Empreendedora (rme.net.br) oferece cursos e programas àquelas que desejam abrir um negócio.
Minha relação com o dinheiro começou cedo: aos 6 anos, eu já guardava moedas que recebia dos meus pais e da minha avó em um cofrinho. Era uma alegria ver minhas economias crescendo e sonhar com o que poderia comprar: um brinquedo novo, um doce apetitoso…
Rosielle Pegado, engenheira,Minha relação com o dinheiro começou cedo: aos 6 anos, eu já guardava moedas que recebia dos meus pais e da minha avó em um cofrinho. Era uma alegria ver minhas economias crescendo e sonhar com o que poderia comprar: um brinquedo novo, um doce apetitoso…
Rosielle Pegado, engenheira,