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Bem-estar e Equilíbrio

‘O bolso tem tudo a ver com as emoções’, afirma Nathalia Arcuri

Nathalia Arcuri, jornalista e fundadora da Me Poupe!, ensina como usar esse conceito para cuidar melhor da saúde mental e do bolso. 

Publicado em 29 de junho de 2026

Por Carina Bacelar

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retrato da jornalista Nathalia Arcuri, uma mulher branca, com cabelos pretos na altura do ombro e olhos castanhos, com um braço cruzado sobre o abdômem e vestindo um terninho creme

Nossas decisões financeiras são mais emocionais do que parecem. É o que defende Nathalia Arcuri, jornalista e fundadora da plataforma de educação financeira Me Poupe!. EM entrevista à Sorria, ela ensina como usar esse conceito para cuidar melhor da saúde mental – e do bolso.

Como as emoções afetam nossas decisões financeiras?

Nosso órgão do dinheiro é o cérebro, e o bolso tem tudo a ver com nossas emoções. Você já se sentiu muito alegre e acabou gastando mais para “celebrar”? Ou, então, quando está triste, lá vem o gasto para compensar e nos fazer “sentir melhor”? Até o tédio pode ser um inimigo do bolso! É importante identificar essas emoções e baixar o volume delas na hora de gastar.

Dinheiro traz felicidade?

O dinheiro, por si só, não traz felicidade, mas facilita o caminho até ela! Ter dinheiro significa ter escolhas, menos ansiedade, mais segurança e a possibilidade de investir no que realmente importa. A felicidade de verdade vem do que você faz com o seu dinheiro e de como isso se alinha aos seus valores pessoais e ao seu propósito de vida.

Quais são os principais gatilhos que fazem com que as pessoas gastem mais?

São aqueles “truques” que mexem com a nossa mente e nos fazem gastar sem perceber, como o famoso “promoção só até hoje”, que aciona o medo de perder uma oportunidade. Depois, vem o parcelamento fácil, que dá a sensação de que cabe no bolso, até virar uma bola de neve.

Na hora de poupar, quais são as maiores dificuldades dos homens? E das mulheres? Por quê?

Para os homens, costuma ser a pressão para parecerem bem-sucedidos: ter um carro do ano, roupas caras e coisas que mostrem status. Mulheres enfrentam ainda a pressão para estarem dentro de um padrão estético e têm gastos com a casa e a família, o que dificulta poupar.

Na sua opinião, qual estratégia é mais eficiente para guardar dinheiro?

A melhor estratégia é a que funciona para você! Mas tem uma que não decepciona: pague-se primeiro. Assim que o dinheiro cair na conta, separe uma parte para poupar ou investir, antes de qualquer outro gasto. A chave é fazer com que o hábito de poupar seja automático, porque, se você deixa para fazer isso com “o que sobrar”, acredite: nunca sobrará nada. Além disso, planejar o que você quer fazer com esse dinheiro – uma viagem, a aposentadoria ou um fundo de emergência – torna o ato de investir muito mais gratificante.

Conteúdo publicado originalmente no livro “Como Vencer a Ansiedade Financeira”, da Coleção Sorria.

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