Vida social

‘Todo pai e toda mãe vai errar enquanto aprende’, afirma Marcos Piangers

O palestrante e autor Marcos Piangers fala sobre a importância de estar presente para aproveitar cada momento do crescimento dos filhos

Publicado em 9 de outubro de 2026

Por Redação Sorria

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Arte mostra Marcos Piangers, um homem branco e com barba, ao lado das duas filhas, duas crianãs bancas abraçadas ao pai

O palestrante e autor do livro O Papai é Pop, Marcos Piangers já alcançou meio bilhão de visualizações na internet com seus vídeos que tratam sobre temas como a paternidade, inteligência emocional e comportamento. Ele é conhecido por suas palestras que combinam humor, emoção e reflexões sobre a vida e o trabalho. 

Em entrevista a Sorria, no novo livro Como Criar Crianças Felizes, Piangers fala sobre a importância de se estar presente para aproveitar cada momento do crescimento dos filhos. 

Como lidar com a pressão das redes para ser um pai ou uma mãe perfeitos? 

A vida com filhos é tão ou mais mágica quanto vemos nas redes. A única coisa errada é ficar filmando ou fazendo selfie, em vez de aproveitar o momento. Mas claro que também não dá para idealizar. Um dos presentes que você dá ao seu filho é aceitá-lo como ele é. Temos de parar de usar a vida dos outros como régua. Cada criança tem seu tempo, cada família tem sua história e cada pai ou mãe vai errar enquanto aprende. 

Uma década depois de lançar seu livro O Papai É Pop, acha que os pais mudaram?

Sim. Antes, as discussões sobre masculinidade e paternidade eram mais rasas. Hoje, vemos notícias e manifestações no mundo todo sobre o aumento da licença-paternidade e a valorização dos pais. Muitos jovens que assistem aos meus vídeos, aliás, me dizem que serão pais participativos. 

Tem alguma ideia sobre educação que você defendia e hoje enxerga de outra forma?

Há cerca de dez anos, eu achava válido tirar algo da criança que errou para ensinar uma lição: você fez tal coisa, então vou tirar um brinquedo para você aprender. Mas, toda vez que fiz isso, o comportamento das minhas filhas não melhorou. Com o tempo, descobri que respeitar educa mais do que punir. 

Como a divisão de tarefas entre mães e pais pode ajudar na felicidade dos filhos?

Isso é o básico. Em famílias em que a divisão de tarefas já está presente, a questão é outra: como ter mais rede de apoio, com núcleos maiores e estendidos, mesmo que não sejam consanguíneos? A criança fica mais forte e segura quando tem mais cuidadores. 

Você vê nas suas filhas a confiança de quem se sente amado?

Eu observo isso em todas as crianças. Nas apresentações da escola, por exemplo, elas ficam felizes ao ver os pais na plateia. É aquela certeza de que está protegida. Lembro que minha mãe me dizia “você consegue”, e isso ecoa em mim até hoje. Com as minhas filhas, sempre que a gente fala sobre problemas, reafirmamos que vai dar tudo certo e que, enquanto estivermos juntos, estaremos bem. 

Se a infância passa tão rápido, o que deveria ser prioridade para os pais? 

Lembro quando eu comprava fraldas para uma de minhas filhas. Primeiro, as de tamanho RN, depois as P. Quando cheguei às G, percebi: logo eu não vou mais passar por esse corredor. Foi aí que entendi que temos apenas 13 verões com os filhos. Pensar nesse número ajuda a lembrar que essa fase acaba. E, com ela, as férias juntos, as apresentações da escola, os natais. É um período em que os filhos se entregam por completo à relação. Por isso, esteja presente ao máximo. Durante a infância, você é tudo o que eles querem. 

Conteúdo publicado originalmente no livro “Como Criar Crianças Felizes”. O lucro de todos os livros da Coleção Sorria gera doações para ONGs que atuam pela causa da saúde em todo o Brasil. 

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