Nathalia Arcuri, jornalista e fundadora da Me Poupe!, ensina como usar esse conceito para cuidar melhor da saúde mental e do bolso.
Nossas decisões financeiras são mais emocionais do que parecem. É o que defende Nathalia Arcuri, jornalista e fundadora da plataforma de educação financeira Me Poupe!. EM entrevista à Sorria, ela ensina como usar esse conceito para cuidar melhor da saúde mental – e do bolso.
Nosso órgão do dinheiro é o cérebro, e o bolso tem tudo a ver com nossas emoções. Você já se sentiu muito alegre e acabou gastando mais para “celebrar”? Ou, então, quando está triste, lá vem o gasto para compensar e nos fazer “sentir melhor”? Até o tédio pode ser um inimigo do bolso! É importante identificar essas emoções e baixar o volume delas na hora de gastar.
O dinheiro, por si só, não traz felicidade, mas facilita o caminho até ela! Ter dinheiro significa ter escolhas, menos ansiedade, mais segurança e a possibilidade de investir no que realmente importa. A felicidade de verdade vem do que você faz com o seu dinheiro e de como isso se alinha aos seus valores pessoais e ao seu propósito de vida.
São aqueles “truques” que mexem com a nossa mente e nos fazem gastar sem perceber, como o famoso “promoção só até hoje”, que aciona o medo de perder uma oportunidade. Depois, vem o parcelamento fácil, que dá a sensação de que cabe no bolso, até virar uma bola de neve.
E tem o “efeito comparativo”: quando vemos outras pessoas com coisas que desejamos, e pensamos: “Eu também posso ter!”
Para os homens, costuma ser a pressão para parecerem bem-sucedidos: ter um carro do ano, roupas caras e coisas que mostrem status. Mulheres enfrentam ainda a pressão para estarem dentro de um padrão estético e têm gastos com a casa e a família, o que dificulta poupar.
A melhor estratégia é a que funciona para você! Mas tem uma que não decepciona: pague-se primeiro. Assim que o dinheiro cair na conta, separe uma parte para poupar ou investir, antes de qualquer outro gasto. A chave é fazer com que o hábito de poupar seja automático, porque, se você deixa para fazer isso com “o que sobrar”, acredite: nunca sobrará nada. Além disso, planejar o que você quer fazer com esse dinheiro – uma viagem, a aposentadoria ou um fundo de emergência – torna o ato de investir muito mais gratificante.
Conteúdo publicado originalmente no livro “Como Vencer a Ansiedade Financeira”, da Coleção Sorria.