Com atitudes simples, você pode se sentir satisfeito com quem é e se tornar sua melhor companhia
Reconhecer o seu valor e gostar de si mesmo também é cuidar da sua saúde e bem-estar. Mas, quando o assunto é autoestima, essa equação nem sempre é simples, e pode ser influenciada por fatores como gênero e classe social. Um exemplo? Uma pesquisa da Kantar (Ibope) revelou que 20% das mulheres sofrem com baixa autoestima, influenciadas por padrões corporais e cobranças sociais. Enquanto isso, outro estudo do Instituto Ideia com 663 voluntários mostrou que apenas 3% dos homens brasileiros se consideram feios.
E você, tem uma boa autoestima? Neste artigo, trazemos seis exercícios simples para sentir mais satisfação consigo mesmo, sem recorrer a procedimentos estéticos e tratamentos mirabolantes.
A autoestima é a capacidade que temos de reconhecer nosso valor. Ou seja, é a maneira como uma pessoa vê a si mesma e como avalia
suas competências. Segundo a psicóloga cognitivo-comportamental Lidiane Pontes, ela pode variar entre os níveis baixo, médio e alto.
E, segundo a especialista, pode – e deve – ser fortalecida. Para isso, não há fórmula. Mas buscar a harmonia entre pensamentos, emoções e as nossas ações sempre ajuda.
Engajar-se em práticas de autocuidado é fundamental para a autoestima. Você pode começar fazendo um calendário de atividades
positivas, sugere Lidiane. Especifique o dia, a hora, a ação escolhida e como você se sentiu após realizá-la. Algumas ideias: tomar um banho
relaxante, fazer uma automassagem ou se dar um jantar especial. O essencial é reservar um tempo para fazer o que gosta e mimar a pessoa mais importante da sua vida: você!
Cuidar de si não deve se limitara ocasiões especiais, lembra a psicóloga e terapeuta integrativa
Bianca Panvequi. Fazer atividades físicas regularmente e alimentar-se bem são maneiras de dizer ao seu corpo que você gosta dele. Estar perto de quem valoriza você é mais uma forma de elevar a autoestima. A psicoterapia é outra ferramenta, sugere Bianca, pois te ajuda a se
apropriar da sua jornada, enquanto trabalha para aprimorá-la
Identifique seus pontos fortes, recomenda Lidiane. Se tiver dificuldade, peça ajuda a uma pessoa que gosta de você e te conhece bem. Depois, busque reconhecer as qualidades empenhadas no seu dia a dia. Esse exercício não significa negar os pontos fracos, que podem e devem ser levados em conta e administrados, pondera a psicóloga. Mas valorizar suas virtudes quer dizer dedicar atenção ao que realmente pode te levar a sua melhor versão.
Registre seus avanços diários, ainda que pequenos, aconselha Lidiane. Escreva ou grave em áudio as ações empreendidas por você que deram
certo. Aquele trabalho em que você mandou bem e o hábito saudável que conseguiu inserir na rotina são alguns exemplos. Essa é uma forma
de treinar a autogentileza e exercer a capacidade de se validar. Sabe quando alguém faz algo admirável e você o reconhece por isso? A ideia é fazer o mesmo com você.
Evite relacionamentos tóxicos que podem minar sua autoestima. Fique
atento: uma crítica construtiva faz com que você olhe uma situação de outro ângulo, sem ferir suas emoções, diz a psicóloga Bianca.
Como a autoestima pode ser influenciada pelo ambiente social, a dica é se aproximar de pessoas com interesses ou desafios em comum e que se mostrem humanas, como todos nós somos, sugere Natalia Orti, psicoterapeuta na The School of Life.
Essa reportagem foi publicada originalmente no livro “Aprendi com minha mãe”, da Coleção Sorria